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A relação dos advogados com o compliance

06 MAR 2019
06 MAR. 2019 / por Felipe Ribeiro

Algumas pesquisas mostraram que, em 2017, um dos assuntos de maior interesse entre as grandes empresas foi o Compliance.

Segundo consultorias, 74% das companhias e executivos se disseram mais atentos e preocupados em como ter um bom serviço de compliance para garantir a segurança na transmissão de dados e o alinhamento com as novas leis vigentes.

Com isso, claro, mais investimentos passaram a ser feitos por essas empresas, sobretudo em ferramentas anticorrupção, reforços nos sistemas de dados e, por fim, na mão de obra, ou, para sermos mais específicos, advogados.

No ambiente corporativo o advogado data-driven já se tornou comum. Mas o que tem acontecido é uma procura gigantesca destes profissionais para se capacitarem e serem capazes de atender à grande demanda que está surgindo no mercado brasileiro.

Para se ter uma ideia, na Europa e nos Estados Unidos essa mão de obra mais qualificada entre os advogados cresce desde o início dos anos 2000.

Em terras tupiniquins, a Operação Lava-Jato deu esse boom, e o mercado tem se desenvolvido em ritmo acelerado.

O grande gargalo para as demandas são as denúncias que, por seu caráter mais urgente e de alerta, faz com que os advogados mais capacitados e especializados tendem a obter melhor entendimento desses problemas e trazer soluções mais rápidas.

Relatos em diversos canais de denúncia apontam que os casos mais recorrentes em grandes empresas são assédio moral e sexual, agressão, discriminação e procedimentos e políticas internas.

Com uma empresa bem estruturada na parte de compliance – e com um bom corpo jurídico – esses problemas são quase que extintos, pois o nível de controle é muito maior.

Os exemplos mais comuns de atividades desempenhadas por advogados que trabalham com compliance são a prevenção a fraudes, segurança da informação, gestão de risco e de pessoas, atendimento a auditorias internas e externas, plano de continuidade dos negócios em cenários de crise e a elaboração e publicação de normas e procedimentos, com direcionamento de responsabilidade aos gestores das respectivas áreas.

Apesar de todas as iniciativas para implementar os sistemas de compliance nas empresas, as empresas não estarão imunes à corrupção. Muitas das companhias citadas em investigações já tinham práticas de compliance que não funcionaram, por exemplo.

Por isso a importância de se ter um departamento jurídico que faça com que todas as ideias em torno do compliance saiam do papel e façam parte do dia a dia das empresas com cada vez mais naturalidade e solidez.


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