Solicite um teste

Transporte de cargas e gestão de logística

13 MAIO 2019
13 MAIO. 2019 / por Diego Silveira

 

Na iminência de uma crise de logística, o compliance pode ser um importante aliado das
empresas e do governo para a adminstração desses problemas

A greve dos caminhoneiros em 2018 escancarou os problemas de logística no Brasil.
Com anos e anos sem investimentos em infra-estrutura e novas maneiras de se escoar a
produção e importações, ficamos a mercê das transportadoras. Isso, claro, não deveria
ser um problema. Mas, se focarmos um pouco mais na questão da gestão, o compliance
pode ajudar a, ao menos, minimizar os efeitos dessa crise de logística.

Ainda na esteira da Operação Lava-Jato e no clima anticorrupção que tem predominado
no Brasil nos últimos anos, o compliance é uma prática que, se bem empregada, não
garante apenas o cumprimento de leis, mas também a eficiência das atividades.

Com transportadoras, os mínimos detalhes fazem a diferença

Não é jargão. Os detalhes fazem toda a diferença. Quando se aplica o compliance em
uma transportadora, por exemplo, o início de todo o processo se dá em situações como a
contratação dos motoristas e ajudantes. São esses profissionais que terão o maior
contato com as mercadorias carregadas, e pessoas de confiança para essa atividade são
de vital importância. Seus superiores diretos – geralmente supervisores e gerentes –
também precisam ter total noção das práticas e normas de conduta do compliance.
Todo o mapa de logística deve ser “observado” pelo setor de compliance. Desde a
captação de recursos, recebimento de mercadorias e rotas traçadas, até abastecimento
do veículo, comunicação com dispositivos corporativos e, claro, a checagem no local de
destino.

Há no ar uma indisfarçável esperança de que este processo que visa a apurar os desvios
de grande monta, seja de dinheiro, seja de mercadorias, acabe sendo o marco da
instauração da moralidade, na medida em que decrete o fim da impunidade. Tudo indica
que, pela primeira vez na história do nosso país, a lei vai valer para todos. E, no Brasil,
isso não é pouca coisa. No ambiente corporativo, lar de muitas das falcatruas que
conhecemos, também não.

Subindo mais um pouco no campo hierárquico, o compliance entra mais como agente
passivo. Vira meio que um requisito para que o acionista e o executivo de qualquer
empresa possam dormir tranquilos, ao sinalizarem para toda a organização
(principalmente funcionários de baixa casta) e para o mercado que há ali um
compromisso de cumprimento integral da legislação de todos os países em que opere.
Com uma economia em recuperação, maior concorrência no setor de combustíveis e
transportes e boas práticas de compliance, uma crise de logística passará longe da nossa
realidade.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.